28.1.09

Fibromialgia - Expressão dolorosa da autolimitação

Para você que teve diagnóstico de fibromialgia cabe uma reflexão sobre o significado desta condição, além de simplesmente adotar medidas terapêuticas convencionais ou as mais recentemente preconizadas. Ao olharmos atentamente para o paciente que tem fibromialgia surpreendemos alguém que sofre dores generalizadas pelo corpo mais relacionadas aos sítios das couraças psicológicas, que limitam as suas atividades do dia-a-dia. Este paciente, do ponto de vista corporal, expressa perda de flexibilidade, sendo que seus movimentos perdem a espontaneidade. Dorme mal por conta das dores, principalmente, e ao acordar seu ânimo é pior e em função de não conseguir descansar, terá durante o dia mais dores e maiores dificuldades no desempenho de suas tarefas. O seu humor será irritável e, para não demonstrar agressividade terá que ser emocionalmente contido todo o tempo. Aos poucos sua energia vai sendo espoliada, o que torna seu estado depressivo mais evidente. Ou seja: seus mecanismos internos ditam quer é preciso ser contido para não expressar como agressividade a energia de iniciativa que tem e à qual não pode dar vazão. Toda esta energia represada volta-se contra si mesmo, gerando contraturas que denunciam raiva, indignação, revolta depositadas na musculatura. Portanto, esta contenção lhe causa dor já que sua alma anseia por expressar-se livremente, seja tendo iniciativas nos seus campos prediletos de atuação com liderança e concretização de seus ideais ou tendo outro direcionamento qualquer não perverso para esta energia. A restrição, mesmo que aparentemente venha de fora (algo ou alguém em especial) é sempre auto-imposta. O fato é que esta pessoa não está podendo manifestar sua verdadeira natureza e não o faz ou porque ainda não tem conhecimento dela, embora possa intuí-la ou porque não sabe que possui forças para reagir e suplantar possíveis obstáculos que se apresentem na sua vida. Esta pessoa precisa compreender e ser auxiliada no sentido de transformar aparentes impedimentos em estímulos para fortalecer suas habilidades e aptidões naturais. Quando se fortalece, não há marido, pai, chefe ou situações de vida que a impeçam de driblar os obstáculos. Ao perseverar na trilha do caminho próprio para ela, a cada conquista mais poderá soltar-se recuperando a espontaneidade dos movimentos e assim a dor se esvairá e ela poderá voltar a ter luz e brilhar.
Pense bem. Fibromialgia, como diz o próprio nome, denuncia o seguinte: eu me deixo aprisionar, visto uma camisa de força, mas o faço de forma dolorosa, é doloroso me deixar conter, eu não me realizo, mas isto me dói de mais. E esta dor me minando as energias e sem objetivo, sem poder seguir o meu próprio caminho, posso encontrar como única alternativa abreviar a minha passagem pela vida. Assim, a depressão pode, ao afetar meu sistema imunológico ao longo do tempo, propiciar o desenvolvimento do câncer, única alternativa que resta para me obrigar a acordar e me transformar ou simplesmente morrer.
Portanto, você que é cheio de energia, que tem objetivos, não permita que por eles não poderem ser canalizados livremente isto possa, num primeiro momento, ser justificado através da incapacidade que a fibromialgia traz e numa seqüência lógica, pela aniquilação que existe em potencial no câncer. Lute para ser quem você realmente é, mesmo que isto não agrade aos que estão em volta, descubra-se antes. Avalie bem se a melhor opção para manter a harmonia na sua vida é negar-se, estando atento para as conseqüências no futuro. A vida é uma seqüência de escolhas e estamos aqui para evoluir, para honrar nossa natureza e, se não pudermos expressá-la livremente, o esforço que precisamos fazer para isto servirá para fortalecer nossas características e até mesmo para que as descubramos. A pessoa mais importante da nossa vida somos nós mesmos, o nosso principal compromisso é conosco e nosso maior objetivo é a auto-realização. Não precisamos nem somos obrigados a nada. Escolhemos o que queremos e nos responsabilizamos sempre pelas conseqüências de nossas escolhas. Estar em harmonia consigo mesmo nem sempre implica em grandes realizações: com grande freqüência buscamos algo muito simples, mesmo que aos olhos dos outros pareça ridículo, simplório ou mesmo desprezível. O importante é saber o que nos preenche, o que nos faz felizes e buscar isto e não se contentar com menos do que isto. É preciso compreender que em todos os casos a doença representa um alerta, uma tentativa de traduzir para nós mesmos uma mensagem importante que nos recusamos a enxergar. Se estamos doentes, estamos distanciados do nosso verdadeiro caminho e os sintomas são a luz que sinaliza o desvio e pode nos colocar na rota certa, desde que estejamos atentos e aceitemos parar momentaneamente, analisar o que está acontecendo e corrigir o desvio da rota. E para isto não basta e até atrapalha fazer simplesmente a supressão dos sintomas.

albarmvieira    7:24 — Arquivado em: Fibromialgia


12.1.09

Casamento Duradouro

“O único casamento capaz de durar para sempre é aquele entre uma mulher cega e um marido surdo.”   (Montaigne)

albarmvieira    10:01 — Arquivado em: Reflexões


6.1.09

Para conhecer um homem…

“Para conhecer um homem, veja como ele age, descubra o que ele busca, examine o que lhe faz feliz.”   (Confúcio)

albarmvieira    8:01 — Arquivado em: Reflexões


5.1.09

A mulher…

“A mulher infiel tem a alma cheia de remorsos, a mulher fiel tem a alma cheia de arrependimentos.”

albarmvieira    9:03 — Arquivado em: Reflexões


4.1.09

Inveja

“Uma das principais ocupações da inveja é seguir de guia à calúnia.”

albarmvieira    14:03 — Arquivado em: Reflexões


18.12.08

Se queremos progredir…

“Se queremos progredir, não devemos repetir a História, mas sim fazermos uma História nova.”
Gandhi

albarmvieira    15:22 — Arquivado em: Reflexões


17.12.08

Deus cria…

“Deus cria, o mundo espalha e o diabo junta.”
Anônimo

albarmvieira    9:36 — Arquivado em: Reflexões


14.12.08

Escrever é terapêutico

 

Escrever é terapêutico.
Se você se libertar e caprichar, pode embelezar o mundo.
Acesse “Duelos Literários” e participe com a gente: http://duelosliterarios.blog.terra.com.br.

albarmvieira    11:59 — Arquivado em: Reflexões


5.12.08

Santa Catarina - A crise que cura

O que mais chama atenção no mundo atual são as mudanças repentinas. É certo que há algum tempo parece que o tempo passa mais rápido, a urgência é a ordem, todos têm pressa, as crianças já têm nascido aceleradas, o stress é a vedete dos consultórios, a comida é fast food, os carros são ultravelozes etc. Os estudiosos comprovaram que mudanças no eixo de rotação da Terra trouxeram a redução real do tempo, o dia ficou mais curto. Mas agora, além disso, estão sendo mais freqüentes os fatores externos trazendo alterações profundas nas vidas das pessoas, de formas abruptas e, quase sempre, alterações relacionadas à perda.

A crise mundial econômica é um empobrecimento globalizado, puxado pela desestabilização da economia da maior potência econômica do mundo. Isto não só foi inesperado como inusitado. Quem diria que os Estados Unidos passariam por isto? Diriam somente aqueles que tinham olhos de ver, os antenados com as verdades eternas que conhecem as leis, sobretudo a da polaridade. O crescimento impiedoso desordenado, completamente alienado e insano só poderia trazer, de rebote, a crise, o caos. Por que tudo isto? E para quê? As manchetes diárias mostram as maiores potências mundiais, paises ricos tremendo e se desestruturando, ainda que utilizando tentativas desesperadas de estabilização com perda financeira, desemprego e recessão. E tudo assim… da noite para o dia, pelo menos para a população geral que não estava inteirada da possibilidade da economia ruir e, num efeito cascata, dominó, sei lá como, todo o mundo vai sendo atingido porque a economia também é globalizada. O Brasil ainda não sofre, diretamente, mas já se prepara para o tempo ruim que virá e, por hora, alguns já se aproveitam para ganhar em cima da provável crise.

A natureza, por sua vez, contribuiu para esta puxada de tapete de iguais proporções, de qualidades diferentes, mas tão arquetípica quanto a crise financeira, expressão da carta da Morte do tarô e também da lei da polaridade. O exemplo mais recente, aqui no Brasil, é a catástrofe que ocorre em Santa Catarina. A proporção das enchentes é a maior que já se viu por aqui, atingindo milhares de pessoas e também afetando drasticamente a economia do país por paralisar o porto de Itajaí. É dor generalizada e súbita, que se prolonga e traz conseqüências funestas.

Mas o que podemos extrair de tudo isto? Sim, porque os atingidos não são e nem podem mesmo ser apenas aqueles diretamente tocados pela tragédia ou emocionalmente relacionados a estas pessoas, e sim qualquer um de nós, expectadores dos acontecimentos. Entretanto, é preciso que endireitemos e concentremos o olhar, apreendendo dos fatos a mensagem mais importante e urgente: o mundo mudou, os valores devem mudar, o que mais importa agora não são os bens e sim a emoção, o material perdeu para o coração. As leis do coração devem, agora, dominar o mundo e isto é óbvio, é gritante para os que querem ouvir. Se compreendermos isto e cedermos à mudança, a harmonização virá, já que se trata de lei. Se teimarmos, a dor será maior, as ocorrências deste tipo se repetirão até que possamos entender que os tempos já são outros e, apesar de tudo, bem melhores. As imagens sobre Santa Catarina são bem claras: famílias que perderam tudo, devastadas pela dor de repentinamente não terem onde ficar, apenas com a roupa do corpo, desmanchavam a expressão de dor e sorriam entre lagrimas, abraçando e sendo abraçadas, em todos os sentidos, por vizinhos emocionados que abriam suas casas e corações para eles; outros, vítimas de desabamentos, sorriam felizes porque, tendo perdido todos os bens materiais, conseguiram salvar o que para eles era mais importante: um filho, um parente, um amor… Não que em outras tragédias não tivessem ocorrido fatos desta natureza, mas é que, agora, eles são a regra e não a exceção. E, da mesma forma, a crise econômica mundial trará, para as nações mais ricas, um crescimento enorme, importantíssimo, só que de outra natureza: o nascimento de solidariedade e a transformação da base de segurança, que passará da solidez econômica para o sentimento.

A capacidade de subsistir à crise fortalecerá os valores internos e fará uma espécie de seleção natural daqueles mais emocionalmente seguros porque, ainda que tarde, os homens comuns entenderão, finalmente, aquilo que os místicos sempre souberam: que a força não é conferida por recursos materiais de qualquer natureza (dinheiro, bens, a porção física do ser…) e sim pelo imaterial (valores morais, crenças, habilidades…); enfim, pelo que anima nossos corpos, que está acima de tudo isto e não nos pode ser retirado em qualquer circunstância. A nossa alma, o amor que ela é capaz de expressar, é o que subsistirá e que, a partir de agora, deve estar à frente nas relações humanas para que haja o tão esperado equilíbrio em todas as esferas. E assim será, aceitemos ou não.

albarmvieira    9:56 — Arquivado em: Reflexões


4.12.08

Atenção…

“Homens convictos são prisioneiros.”
Nietzsche

albarmvieira    5:51 — Arquivado em: Reflexões


3.12.08

Segue o teu destino…

“Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas. O resto é a sombra de árvores alheias.”
Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

albarmvieira    6:25 — Arquivado em: Reflexões


2.12.08

A arte da vida…

“A arte da vida não consiste somente em viver, mas em saber porque se vive.”
Dostoievsky

albarmvieira    12:38 — Arquivado em: Reflexões


1.12.08

Rugas…

“Os anos deixam rugas na pele, mas a falta de entusiasmo deixa rugas na alma.”
Michael Lynberg

albarmvieira    6:34 — Arquivado em: Reflexões


30.11.08

A liberdade de não ter

Você já se perguntou tudo que perdeu pelo que passou a ter, que conquistou? E se fantasiar que foi aos poucos perdendo tudo isso? O que ganharia de volta em termos de qualidade de vida, de qualidade para ser feliz e em tempo para viver? Viu? Será que vale mesmo toda esta correria, tanto esforço, tanto stress, para depois, no fim do dia, você desabar exausto e ficar olhando para o que tem sem poder usar? Ou trabalhar tanto sem descansar, sem conviver com a família, sem perceber seu filho crescer para conquistar bens e na aposentadoria não ter a possibilidade de desfrutá-los, seja por morte súbita ou então por já estar entrevado, alienado ou mesmo ainda ocupado, lutando para trazer de volta a saúde que gastou sem critério algum na sua luta inglória por coisas?
Como é o seu presente? Tornou-se um fardo pelas atitudes inconseqüentes e ambiciosas do passado ou é só ansiedade pura pela expectativa do futuro? Você consegue estar realmente aqui agora? As coisas que você já conquistou trouxeram para a sua vida realmente mais conforto ou muito mais obrigações e despesas que o obrigam a trabalhar ainda mais, às vezes sem qualquer prazer no que faz, para poder pagá-las? Será que vale a pena mesmo ter tudo isso?
Vejamos como é o homem moderno: quando sai de casa é obrigado a carregar um monte de coisas: chaves, cartões, documentos, celulares, pastas e papéis. Sair de mãos abanando, nem pensar… Andar a pé para o trabalho, exercitando o corpo e olhando para as outras pessoas, contemplando a natureza que ainda existe, quase sempre impossível… Se usa o transporte coletivo, se irrita, sofre, se cansa, porque a qualidade é péssima. Se vai no seu carro, precisa se preocupar com o trânsito, engarrafamentos, assaltos, e sempre com a despesa que advém dele: IPVA, revisões, pedágios, seguros etc. A facilidade de comunicação traz, por outro lado, a ausência total de privacidade. Quem pode, hoje, sair sem destino sem ser encontrado? E o silêncio, onde é possível desfrutá-lo? Ao invés disso, acabamos falando ao mesmo tempo com várias pessoas: ao vivo, no celular e no fixo. Loucura total… stress e mais stress.
Cada conquista na vida se transforma em mais uma malha da teia paralisante em que nos envolvemos. Pertencemos a condomínios, instituições, clubes, organizações, sindicatos, conselhos e, claro, somos reféns de suas cobranças burocráticas e monetárias que nos tiram quase toda possibilidade de orientarmos nossa vida livremente. Estamos afundados em papéis, obrigações, contas, documentos, relações etc. que não queremos e não precisamos, que não fazem parte de nós e que nos roubam de nós mesmos. Até quando permitir tudo isto? Por que não simplificarmos agora nossa vida, retirando tudo o que é desnecessário?
Às vezes imagino uma liberdade total, inusitada e extremamente prazerosa, embora aconteça apenas na mente: volto para casa, e ela não mais existe… perdi tudo o que tinha num incêndio… Uau!!!!!!!!

albarmvieira    13:06 — Arquivado em: Reflexões


29.11.08

A amizade…

“A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas.”
Bacon

albarmvieira    8:51 — Arquivado em: Reflexões


28.11.08

O amor…

“O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.”
Aristóteles

albarmvieira    17:42 — Arquivado em: Reflexões


8.11.08

Problemas familiares

Sobre problemas familiares que nos atingem:

Os outros criam o enredo e a gente se enrola.

albarmvieira    13:26 — Arquivado em: Reflexões


12.9.08

Uma nova realidade ao alcance de todos

A afirmativa de que “somos seres espirituais numa existência física” tem-se tornado uma constante tanto na literatura cientifica tradicional quanto na esotérica nos últimos anos.
Entretanto, até que ponto cada um de nós compreende e aplica no cotidiano as implicações desta realidade, é a questão principal.
Livros, filmes e até mesmo a mídia poderão nos informar, mas vivenciar e mudar crenças, estarmos abertos à transformação só depende de nós mesmos. Conhecer requer experienciar, este é o verdadeiro conhecimento, aquele que permanecerá em nossa consciência, a única parte que sobreviverá à nossa morte física.
Nosso futuro está apenas em nossas mãos. O dia seguinte dependerá do que fizermos hoje e o hoje é o resultado de nossas ações do passado. A realidade material é mutável, é plástica. Sabemos, há muito, que matéria é energia condensada. Então a transformação do que somos agora em termos físicos, emocionais, mentais e espirituais é possível, basta que desejemos isto com empenho. Mas para mudar o que não mais queremos é preciso antes delimitar o que em nós é adequado e não adequado, do nosso ponto de vista. Ou seja, depende do autoconhecimento. E como poderemos nos conhecer senão nos aquietando, olhando para dentro com cuidado, compreensão e aceitação não só do que nos enaltece, mas também da nossa sombra.
Nossas mentes comandam nossas vidas. Nossos sistemas de crenças plasma nossa realidade. Teremos sempre aquilo que esperarmos. Nossa realidade externa depende do que pensamos. Tudo antes de existir realmente acontece em nossa imaginação. Pensamentos elevados, otimistas, construtores criam um mundo melhor. Mas a força não reside em pensamentos isolados e aleatórios e sim num padrão de pensamento. E é preciso trazer, junto, a emoção. Para que algo se realize, para que ocorra mudança, precisamos ter um padrão de pensamentos, emocionalizá-los, fantasiar, quer dizer, usar a imaginação em relação a isto e então ajustar as nossas ações para que possa haver a concretização dos nossos desejos. Isto é o poder da vontade. E esta vontade é que promoverá a cura em todos os níveis.
Portanto, você que está doente ou está perto de alguém que apresenta alguma enfermidade, saiba que não se deve ter uma atitude passiva, aguardando simplesmente a cura, trazida por qualquer tipo de terapeuta, independente do socorro de alguma instituição de saúde porque, qualquer que seja a doença, na verdade ela é só a expressão da desarmonia que se estabeleceu no ser. Assim a cura virá pela tentativa de reequilíbrio, e ninguém melhor para dirigir este processo do que a própria pessoa, podendo contar com a ajuda de um terapeuta. Você é seu melhor curador. Este é o poder da fé, visto de forma mais abrangente.
Assim nada tem um poder maior de cura do que o amor. O amor vindo do coração, expressão da energia que circula no quarto chakra (cardíaco), que reequilibra os três chakras inferiores (da base, esplênico e do plexo solar) e os três superiores (laríngeo, frontal e coronário). A expressão livre do amor do quarto chakra alinha as nossas energias e permite o restabelecimento da saúde.
Curar é acima de tudo, não causar danos. Curar-se é se conhecer e se ajustar. O terapeuta orienta, corrige, atua na parte da doença que já está cristalizada no físico. Entretanto, os tratamentos que se restringem à esfera material não detêm a doença, que continuará avançando se não for feita a mudança.
Esta transformação pode até ser inspirada por terapeutas, nas instituições de saúde, mas deverá ser despertada por você mesmo no seu interior, ao descobrir que todos nós somos divinos, capazes de operar “milagres”, desde que acreditemos neles e saibamos que estamos ligados em rede a tudo o que existe no universo, trazendo em nós a representação de sua força e poder.

albarmvieira    12:08 — Arquivado em: Autoconhecimento


9.8.08

Seus recursos financeiros e o plano de saúde

Se já precisou ser atendido em alguma unidade de saúde pública, sua experiência pode ter variado bastante - desde frustração, medo, terror, abandono, até satisfação absoluta, alívio e plena confiança. Por outro lado, o atendimento pela rede privada de saúde não é certeza de conforto, pronto-atendimento e, muito menos, de segurança quanto ao melhor encaminhamento que pode ser dado a um caso específico. Existem problemas e eventos gratificantes dos dois lados.
Mas o mais importante é saber que cuidar da saúde não significa, necessariamente, dirigir todos os seus recursos para garantir um plano de saúde. Se você faz isto por buscar segurança num momento em que deverá se encontrar fragilizado, pode não encontrar e mesmo acabar arranjando dores de cabeça hoje. Sem falar que alguns de nós se submetem a inúmeras restrições para poder contratar um plano e ao longo dos anos (principalmente quando muda a faixa etária) não se tornar inadimplente e, por vezes, morrer sem mesmo utilizá-los em muitos de seus direitos, como internações e exames sofisticados. Outros, quando necessitam utilizar os serviços em situações de extrema gravidade, muitas vezes se surpreendem tendo que travar verdadeiras batalhas para serem atendidos e tantas vezes necessitando de ajuda jurídica, sem a qual corriam risco de vida por falta de atendimento, arrependendo-se amargamente por não terem poupado seus recursos de anos para os usarem livremente nesta hora ou mesmo estarem matriculados em algum hospital da rede publica, que certamente os teria acolhido na situação de emergência, ainda que encontrassem dificuldades.
Será que a relativa facilidade de conseguir fazer inúmeros exames justifica tamanho investimento? E quantos destes exames são realmente necessários? E quantos deles ainda trouxeram mais confusão para a elucidação de seu problema médico depois de submetê-los a sofrimentos dispensáveis (tanto físicos quanto emocionais)?
Será que cada um de nós não melhoraria muito mais a sua capacidade de reagir às possíveis doenças que surgissem e até mesmo evitá-las se utilizasse seus recursos investindo em auto-conhecimento, lazer, em atividades criativas, lidando com música, dança, artes em geral, viajando ou mesmo podendo proporcionar bens materiais que fariam mais felizes nossos familiares e amigos, o que naturalmente aumentaria nossa auto-estima, poder pessoal, esperança e confiança no futuro, fazendo-nos voltados mais para a saúde do que para a doença?
Com isto não quero dizer que não se deva contratar planos de saúde. É uma opção válida, mas que deve ser bem avaliada e feita de acordo com as reais possibilidades de cada um e sendo encarada como uma das ações envolvidas no cuidado com a saúde, não como a única, indispensável ou mais importante (nunca deixando ainda de exigir que nossos direitos sejam bem explicitados e resguardados no seu uso).

albarmvieira    13:04 — Arquivado em: Planos de saúde


3.6.08

Epidemia de dengue no Rio de Janeiro

Esta epidemia em nosso Estado revela as condições precárias em que se encontra a saúde pública carioca e a dificuldade com que os governantes lidam com a prevenção de doenças, ainda que, desde os últimos surtos, os infectologistas e epidemiologistas os advertissem para a necessidade de uma abordagem drástica da questão.
Quando se tornou impossível negar os fatos e a epidemia foi admitida, passou-se a uma atitude alarmista que, se por um lado propiciou ações de emergência por parte do Estado, por outro tem atuado como mais um fator que agrava a resposta imunológica ao vírus ao deflagrar uma campanha aterrorizante através da mídia, sobretudo no que tange às crianças. Estas, incapazes de compreender a situação e contagiadas pelo desespero e pânico dos pais e, muitas vezes, de professores, tornam-se ansiosas e deprimidas com a possibilidade de morrerem vitimadas por dengue, desenvolvendo quadros de pânico ao mosquito. Considerando que nas comunidades carentes é praticamente impossível evitá-los, isto se soma ao terror das balas perdidas que já faz parte do seu cotidiano.
O medo enfraquece o sistema imunológico e isto é cientificamente provado.
Mesmo os profissionais de saúde, ao lidarem com um número crescente de mortes pela infecção, se assustam e acabam incorrendo em erros lastimáveis.
Várias perguntas ficam no ar, mas o que a população deseja saber é o que deve fazer para evitar cair doente e ter complicações graves que podem levar à morte, principalmente as crianças e os idosos, mas também a qualquer um que esteja com seu sistema imunológico prejudicado.
É claro que as medidas para erradicar focos do mosquito aedes aegypti são fundamentais, que a população deve se envolver na prevenção evitando atitudes irresponsáveis que levam ao acúmulo de lixo e materiais que servem de reservatórios para água das chuvas. É óbvio que o governo, através dos seus vários escalões, deve melhorar a assistência à população tanto na área social quanto na de saúde. É importantíssimo que haja unidades de saúde aptas a fazer o diagnóstico dos casos que necessitem de hidratação venosa e transfusões sangüíneas, que o pronto-atendimento seja rápido com a triagem dos casos mais graves sem que a população espere por tantas horas até que seja atendida por um médico. Lógico que médicos, enfermeiros e auxiliares devem ser convocados emergencialmente, embora não haja necessidade de buscá-los em outros Estados, visto que há profissionais suficientes aqui. Claro que as campanhas para doação de sangue, contando com a solidariedade daqueles que são compassivos nestas situações, são válidas, podendo ajudar a melhorar os estoques dos bancos de sangue do Estado (ainda que saibamos que os fenômenos hemorrágicos, na maioria dos casos, são revertidos apenas com a hidratação).
Tudo que está acontecendo é válido, mas, nesta fase de epidemia, podemos parar um pouco, nos tranqüilizar e ao invés de sairmos correndo para os hospitais de emergência quando surgirem os sintomas de provável dengue, como tem sido orientado na mídia, vamos tentar lidar com esta virose de forma equilibrada, deixando as atitudes intempestivas, dramáticas, de vitimização e horror apenas para aqueles que, pela própria condição de absoluto abandono sócio-econômico, não têm a menor condição de avaliar sua possibilidade de auto-ajuda.

albarmvieira    15:52 — Arquivado em: Dengue
Posts mais antigos »


Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://portalsaude.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.